quinta-feira, 10 de março de 2011

Sometimes the Stars

Angustiante e melancólico, engoli seco ao assistir esse clipe da banda australiana The Audreys... It's wonderful!

V Seminário Internacional MULHER E LITERATURA



UnB - Brasília/DF
Período de inscrições: até 03/08/2011
Envio de propostas de apresentação de trabalhos: até 15/04/2011
Mais informações: http://www.mulhereliteratura.com.br/

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dos Baby Boomers aos Millennials

Gostaria de ter várias vidas para nelas poder realizar todos os meus sonhos, infeliz é aquele que não sonha, eu não... Se em consciência pudesse escolher minhas vidas, a priori me aventuraria pelas 7 artes: Música, Dança, Pintura, Escultura, Teatro, Literatura e Cinema... O meu palco? O mundo. Bailando com o tempo eu registraria tudo, minhas memórias estariam ali, intactas, registradas para a eternidade, assim seria especialista na 8ª: a Fotografia. Viveria um amor a cada estação, teria muitas fotos de recordação e ainda me manteria puro a cada nova paixão... Este é um grande sonho, o sonho de ser eternamente jovem, de estar sempre se reinventando, se redescobrindo, em um mundo de infinitas possibilidades! Quem nunca pensou em fugir para Neverland? e eu não estou falando da casa do Michael Jackson não, mas daquela ilha dos meninos perdidos, onde o amanhã é para sempre o hoje... Um lugar onde nunca se envelhece, que passado e futuro se confundem. E nessa confusão o presente se distende e o tempo, tal qual o entendemos, não existe. Mas, pensando bem, esse mundo imaginário criado por James Matthew Barrie paira em nosso cotidiano, campanhas publicitárias nos prometem a Neverland, basta ter dinheiro para comprá-la.
Entretanto, se concordarmos com o ditado que diz que dinheiro não compra felicidade, estaremos sendo enganados pela publicidade que a vende não? Ao mesmo tempo, se a juventude é uma invenção da modernidade, sonhar com ela seria estar mentindo para si mesmo? - TALVEZ - Talvez esta seja a melhor resposta, a resposta que caracteriza uma geração cheia de dúvidas. Este mundo de incertezas nos torna indivíduos multidentitários, multifacetados, nos possibilita ser tudo e nada ao mesmo tempo, pois um monte de coisas podem ser coisa alguma! E se, como diz o vídeo abaixo, os Baby Boomers inventaram a juventude, nós Millennials não sabemos o que fazer com ela, ou sabemos!?


Aliás, se eu fosse dar um nome para a nossa geração, esse nome seria Geração Paradoxal, não acho que somos tão atraentes e descolados como o vídeo mostra, somos na verdade é muito confusos!

terça-feira, 8 de março de 2011

Em vias de extinção??? Os guarani hoje...





Nesse dia 07 de março fui até a comunidade guarani Tekoha Porã localizada no município de Guaíra-PR. Cada vez que vou a campo, repudio mais a falta de "sensibilidade" que o senso comum tem para com esses grupos étnicos. É como se se perdesse a identidade da mesma forma que se perde a virgindade! Neste último caso sim o contato causa danos irreparáveis... rs, já quando falamos em cultura... quem perde cultura??? O que é necessário fazer pras pessoas entenderem o que nos disse muito bem Geertz (2008) "A cultura é algo plástico", ou seja, ela não é finda, mas sim passível de transformações... transformações essas pelas quais a nossa sociedade branca ocidental passa todos os dias. Por quê esse sentimento de tutela para com esses grupos? Desde que me conheço por gente, ouço histórias de que os índios estão em processo de extinção e bla bla bla... digo isso não desmerecendo o etnogenocídio que esses grupos passaram! Entretanto, nossa função, atualmente, é valorizar a superação desses povos ao mal chamado "aculturação" e promover ações em que sua identidade étnica, muitas vezes contestada pela sociedade nacional, seja valorizada e mais que isso, respeitada!
Eles são diferentes? Sim! Querem ser iguais aos brancos? Não! Mas então por quê eles estão indo pras cidades, usando roupas e ingressando em universidades??? Eu respondo a essa pergunta com uma outra: Como eles vão ser capazes de se organizarem e manterem sua unidade cultural com o avanço brutal do sistema capitalista se não se utilizarem das mesmas armas com as quais são constantemente ameaçados???

domingo, 6 de março de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Uma vez no Kula, sempre no Kula





Já que o primeiro a gente nunca esquece... Malinowski não poderia deixar de ser a primeira postagem do nosso diário de bordo. Argonautas do Pacífico Ocidental foi o marco da minha paixão pela Antropologia e, é claro, as aulas da Profa. Eliane Sebeika Rapchan. Afinal, só se apaixonando que um calouro lê este catatau inteiro, rsrs! Apesar de todas as críticas, principalmente póstumas, Malinowski continua sendo uma das principais referências da Etnografia.
"Bronislaw Kasper Malinowski chegou à antropologia por caminhos transversos. Sua formação inicial foi no campo das ciências exatas, tendo obtido em 1908 o doutoramento em física e matemática pela Universidade de Cracóvia, sua cidade natal.
Com a publicação, em 1922, de Argonautas do Pacífico Ocidental, Malinowski não realizou apenas uma adição, embora substancial, à etnografia da Melanésia, mas procedeu a uma verdadeira revolução na literatura antropológica" (Prefácio da 2ª edição, São Paulo: Abril Cultural, 1978).
Seguindo os ritos trobriandeses (troco meu bracelete pelo seu colar), Anthropologando, além de um diário (cheio de dúvidas existenciais, desabafos e filosofias), será um espaço de troca de informações e materiais (acadêmicos ou não), curiosidades e baPHos do mundo real e virtual. E, não se esqueçam: uma vez na rede, sempre na rede!